terça-feira, 27/10/2026

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MC Cabelinho retoma críticas a Flávio Bolsonaro após remoção de vídeo pela Meta

A recente derrubada de um vídeo do cantor MC Cabelinho no Instagram, em parceria com o portal Revelando, reacende o debate sobre a influência das políticas de conteúdo da Meta nas eleições brasileiras. O…

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A recente derrubada de um vídeo do cantor MC Cabelinho no Instagram, em parceria com o portal Revelando, reacende o debate sobre a influência das políticas de conteúdo da Meta nas eleições brasileiras. O conteúdo em questão abordava acusações de que Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, teria sido um funcionário fantasma no gabinete de seu pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos. A Meta justificou a remoção alegando que a publicação, que usava inteligência artificial, infringia as regras eleitorais em vigor.

Após a exclusão do vídeo, MC Cabelinho expressou sua indignação em suas redes sociais, informando aos seguidores que o episódio ainda poderia ser assistido no YouTube. O portal Revelando, por sua vez, também se manifestou, denunciando a ação como um boicote à liberdade de expressão e à informação. A discussão ganhou força com a participação de figuras como os atores Gregório Duvivier e Fábio Porchat, que criticaram a decisão da Meta em vídeos recentes.

A Meta explicou que a restrição de conteúdos gerados ou alterados por IA se aplica às 72 horas que antecedem a eleição e ao dia da votação, conforme determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A resolução que regula essa política é uma tentativa de mitigar a desinformação e garantir um tratamento equitativo entre os candidatos durante o período eleitoral. No entanto, a aplicação dessa regra já levanta questionamentos sobre sua eficácia e a possível censura de vozes críticas.

Este incidente ocorre em um contexto em que a Meta foi pressionada pelo TSE a garantir igualdade na distribuição de conteúdos políticos, especialmente após alegações de que a plataforma favorecia as campanhas de alguns candidatos em detrimento de outros. A situação se torna ainda mais complicada quando se considera que tanto a campanha de Lula quanto a de Flávio Bolsonaro têm reclamado de tratamento desigual nas redes sociais, evidenciando as dificuldades de garantir uma justiça eleitoral em um ambiente digital tão complexo.

As ações da Meta em relação ao conteúdo político suscitam um debate mais amplo sobre a regulação das redes sociais, a liberdade de expressão e o papel da tecnologia na formação da opinião pública durante um período eleitoral. Enquanto a empresa defende suas políticas como necessárias para a integridade das eleições, muitos críticos veem essas ações como uma forma de silenciar vozes dissonantes em um momento crucial para a democracia.