quarta-feira, 28/10/2026

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Origem do termo ‘inteligência artificial’ e a proposta de mudança por Trump

A origem do termo “inteligência artificial” remonta a 1955, quando um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos, entre eles nomes como John McCarthy e Marvin Minsky, buscava compreender como criar máquinas que imitassem o…

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A origem do termo “inteligência artificial” remonta a 1955, quando um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos, entre eles nomes como John McCarthy e Marvin Minsky, buscava compreender como criar máquinas que imitassem o raciocínio humano. Essa denominação nasceu da necessidade de rotular um campo emergente que unia diferentes disciplinas, como matemática e engenharia, com o objetivo de desenvolver máquinas autônomas.

Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco, explica que o termo foi cuidadosamente escolhido para destacar a intenção de criar sistemas que pudessem realizar tarefas complexas, diferenciando-se da cibernética, que focava em sistemas de controle. As discussões que ocorreram no Dartmouth College foram fundamentais para essa definição, embora os pesquisadores tivessem visões distintas sobre como alcançar essa “inteligência”.

Setenta anos depois, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propõe uma reviravolta nessa nomenclatura. Em suas declarações, Trump sugere que a inteligência artificial deveria ser renomeada para “superinteligência”, argumentando que o termo atual dá a impressão de que a tecnologia é “falsa”. A proposta, apresentada em um discurso na Assembleia Geral da ONU, foi acompanhada por uma enquete em suas redes sociais, mas sem uma explicação clara sobre como essa mudança ocorreria ou se haveria consenso no setor tecnológico.

O questionamento sobre a mudança de nome não se limita apenas à semântica. Especialistas em IA, como Anderson Soares e Allan Pscheidt, alertam que a proposta pode ser mais uma manobra política do que uma contribuição real ao campo. Eles destacam que o conceito de inteligência, tanto no âmbito biológico quanto tecnológico, é complexo e ainda em discussão.

Além disso, a tentativa de Trump de substituir “inteligência artificial” por “superinteligência” pode provocar uma reação negativa. Cleber Zanchettin observa que a população em geral ainda possui uma compreensão limitada sobre a IA, e um novo termo que sugere uma forma superior pode ser percebido como uma ameaça. Pesquisas mostram que uma parte significativa da população brasileira e americana está mais preocupada do que animada com o avanço dessa tecnologia.

Assim, a proposta de Trump parece mais um reflexo de suas intenções políticas do que uma mudança que refletiria um entendimento mais profundo da tecnologia. O debate sobre a nomenclatura pode acabar obscurecendo as questões mais urgentes sobre o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial na sociedade atual.

Crédito da imagem: Por que Trump quer mudar o nome da IA?