quarta-feira, 28/10/2026

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Especialistas da ONU analisam influência da Meta nas eleições brasileiras

Na última quarta-feira (21), especialistas independentes da ONU expressaram preocupações sobre a atuação da Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, WhatsApp e Instagram, em relação à moderação de conteúdo durante o atual período…

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Na última quarta-feira (21), especialistas independentes da ONU expressaram preocupações sobre a atuação da Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, WhatsApp e Instagram, em relação à moderação de conteúdo durante o atual período eleitoral no Brasil. Os observadores pediram uma investigação para apurar se os sistemas de inteligência artificial e moderação da empresa têm, de alguma forma, favorecido um dos lados da disputa política.

Os especialistas ressaltaram que as plataformas digitais desempenham um papel crucial na promoção do debate democrático e que a restrição de visibilidade a determinados conteúdos pode interferir diretamente no acesso à informação e na liberdade de expressão. Essa situação, segundo eles, pode ameaçar a integridade do processo eleitoral.

Dentre os problemas identificados estão interrupções nas contas de campanha de um dos candidatos, discrepâncias no engajamento do público em postagens, e restrições a publicações no Instagram. Além disso, foram observadas diferenças significativas na forma como as imagens geradas por inteligência artificial são tratadas entre os principais partidos, bem como nas buscas de canais do WhatsApp e na distribuição de conteúdo político nas redes sociais.

Os especialistas afirmam que é fundamental que algoritmos e decisões de moderação não atuem como “árbitros invisíveis” nas discussões políticas. Para eles, a Meta deve prestar contas sobre quaisquer limitações impostas à expressão política e tomar medidas para corrigir possíveis desigualdades.

Em sua conclusão, os especialistas enfatizaram que a saúde da democracia depende de plataformas que sejam independentes e que promovam um ambiente aberto e plural. Eles pedem que a Meta reavalie seus sistemas e garanta que as eleições ocorram em um contexto livre de interferências injustas.

A manifestação dos especialistas reflete um crescente escrutínio sobre o papel das redes sociais na política, especialmente em períodos eleitorais, e ressalta a importância de mecanismos que assegurem a equidade no acesso à informação. A pressão sobre a Meta para agir de maneira transparente e justa é um sinal claro de que a sociedade civil está atenta às dinâmicas de poder que se desenrolam nas plataformas digitais.